sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Acidente e doença do trabalho e ocupacional
Sem qualquer sombra de dúvida o Brasil é um dos campeões de acidente e doença do trabalho. Apesar disso, já se nota uma evolução do empresariado com a preocupação da saúde e a incolumidade física do trabalhador no ambiente de trabalho, especialmente em razão das altas indenizações que os tribunais vêm compelindo suas empresas pagarem.
Em face à responsabilidade civil do empregador, as organizações, de um modo geral, buscam não só advogados especializados para defendê-los, mas, sobretudo passam a ter mais cuidados e investimentos na área da segurança e medicina do trabalho, especialmente quanto ao fornecimento dos equipamentos de proteção individual (EPI) corretos e de boa qualidade, maior atenção aos serviços a serem executados quando dependentes de equipamentos de proteção coletiva (EPC), como também especial atenção às normas pertinentes à ergonomia.
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| Empresas investem em Segurança no Trabalho |
Em face à responsabilidade civil do empregador, as organizações, de um modo geral, buscam não só advogados especializados para defendê-los, mas, sobretudo passam a ter mais cuidados e investimentos na área da segurança e medicina do trabalho, especialmente quanto ao fornecimento dos equipamentos de proteção individual (EPI) corretos e de boa qualidade, maior atenção aos serviços a serem executados quando dependentes de equipamentos de proteção coletiva (EPC), como também especial atenção às normas pertinentes à ergonomia.
Destarte, se faz necessário estar atento aos EPI a serem fornecidos, e na adoção de EPC, os primeiros, como dito, além de tratarem dos especificamente corretos para o desempenho de cada função e realmente resistentes e adequados ao trabalhador, individualmente para efetivamente protegê-lo na execução da tarefa determinada, e o segundo para resguardar não só o obreiro que executa determinada tarefa, como todos os demais trabalhadores, mesmo não envolvidos na execução do serviço e de terceiros que podem ser atingidos de qualquer modo.
Mesmo considerando a evolução do empresariado na preocupação com a segurança no trabalho, ainda é raro se ver empresas cuidarem da questão dos acidentes ou doenças ocupacional ou do trabalho, sob o ponto de vista da prevenção através estudos completos e complexos elaborados por um conjunto de profissionais especializados nesta área, e não apenas instalar CIPA ou manter, por exemplo, um médico para funcionar, na verdade, como clínico geral.
A nosso ver o mais correto e seguro seria as empresas implementarem um projeto na área da segurança e medicina do trabalho que blindasse ou afastasse ao máximo a possibilidade da ocorrência de acidente do trabalho e/ou doença ocupacional, para tanto contratando para sua elaboração uma equipe formada por profissionais habilitados e especializados nesta área, que inclui advogados, engenheiros, médicos, terapeutas ocupacionais, etc., inclusive prevenindo, por meio de estudos, problemas de toda ordem, ergométricos, riscos térmicos, radioativos, mecânicos, químicos e muitos limites de tolerância a ruídos, calor e impacto, cargas, transporte e modo manual de conduzi-la e quantidade peso suportável, e uma gama de outras normas de aplicabilidade em muitas outras atividades laborais, tudo em conformidade com a aplicação da legislação de Segurança e Medicina do Trabalho aplicável a cada atividade.
Por certo, assim agindo, o empresário empregador reduzirá em muito a ocorrência de acidentes, doenças ocupacionais ou do trabalho.
Autor: Pedro Paulo Antunes de Siqueira
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Contribuição: prof. Antonio Celso Viana, do curso de Segurança no Trabalho
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O Blog dos Cursos Técnicos traz como sugestão de aprofundamento, uma indicação do prof. Fábio Ceroni, do Curso Técnico em Sistemas de Informação:
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html
O link faz parte de um site especializado em compartilhar ideias voltadas à tecnologia, entretenimento e design. O vídeo sugerido aborda o "Sexto Sentido", uma ótima dica para quem gosta de imaginar o futuro (ou presente) na esfera tecnológica, tal qual "Minority Report". Esta demonstração foi feita pelo laboratório da Pattie Maes e apresentada em um dos eventos do TED.
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html
O link faz parte de um site especializado em compartilhar ideias voltadas à tecnologia, entretenimento e design. O vídeo sugerido aborda o "Sexto Sentido", uma ótima dica para quem gosta de imaginar o futuro (ou presente) na esfera tecnológica, tal qual "Minority Report". Esta demonstração foi feita pelo laboratório da Pattie Maes e apresentada em um dos eventos do TED.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Como atrair e manter talentos na empresa
De acordo com um recente estudo da Delloitte, reter talentos está no topo das prioridades dos empresários de todos os portes – 56% dos 352 executivos ouvidos no estudo afirmaram ter esta preocupação. “Antes de custos e competitividade, capital humano é a principal preocupação dos empresários”, destaca Donadão. Para o especialista, o principal desafio dos empreendedores é entender o custo benefício de identificar e manter profissionais com competência diferenciada. “Estamos vivendo um momento de apagão de mão de obra. Não se trata nem de talentos. É fundamental manter os profissionais minimante qualificados”, diz.
Confira a seguir dicas do especialista para atrair e manter profissionais na sua empresa:
1. Invista em treinamento
Para o especialista, o déficit de capacitação é um dos principais gargalos do mercado de trabalho hoje. Para resolvê-lo, é preciso investir em treinamento dentro de casa. “É preciso desmistificar a palavra talento. Talento é alguém capaz de dar conta do recado. Isso pode ser alcançado com foco, objetividade, disciplina e treinamento”, diz.
2. Multiplique a competência
Aproxime os profissionais com potencial daqueles que já apresentam um bom desempenho. “Use o conteúdo do competente como um objeto de aprendizado para os outros. Assim, quando você for embora, ele não fica na mão”, destaca.
3. Desenvolva os talentos
“Quem é talentoso não quer ser ‘retido’, ele quer ser desenvolvido, desafiado, provocado”, diz Donadão. Cabe ao gestor criar um ambiente propício para que os funcionários talentosos se sintam motivados a explorar seu potencial.
4. Exija produtividade em troca de aumento
Na hora de negociar com um funcionário que recebeu uma proposta para sair da empresa, exija contrapartidas para o aumento proposto. “Se você entrar no leilão e subir o salário sem exigir o aumento de produtividade, a empresa sai perdendo”, aconselha.
5. Reconheça os funcionários
Saiba reconhecer os funcionários pela sua participação no sucesso do negócio. “O reconhecimento não é só monetário. É deixar claro que a pessoa é útil, necessária, imprescindível”, diz o especialista. “O feedback deve ser dado sistematicamente por meio de instrumentos definidos de avaliação da performance do funcionário”, destaca.
6. Envolva os colaboradores em uma causa
“As pessoas se engajam não em tarefas cotidianas, mas em uma causa”, alerta Donadão. Por isso, é importante compartilhar com os funcionários uma visão de futuro, estabelecendo os desafios de cada um para que ela seja alcançada.
7. Defina bem os papéis
“Parece óbvio, mas o profissional deve saber exatamente o que é esperado dele”, diz o especialista. Segundo ele, é importante definir claramente as funções e responsabilidades de cada cargo para que o profissional saiba o que deve fazer, em que prazo e com qual nível de qualidade.
8. Ofereça oportunidades de crescimento
Mostre aos funcionários que eles terão oportunidades de crescer dentro da empresa. “Não é crescer só pelo bolso, mas também pelo aprendizado”, aponta Donadão. “O próprio ambiente de trabalho é um laboratório”, ele destaca.
9. Tenha coerência ao definir cargos e salários
“É um importante manter um mínimo de racionalidade na hora de definir salários para não ficar vulnerável a críticas”, recomenda o especialista. A dica é criar uma escala com patamares pré-definidos para evitar discrepâncias.
10. Institua a meritocracia
“Remunere os funcionários pelo mérito, pelos resultados e não pelo tempo de casa ou por critérios subjetivos”, conclui o especialista.
FONTE: Revista Exame – Disponível em: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/10-dicas-para-atrair-e-manter-talentos-na-sua-empresa
terça-feira, 5 de abril de 2011
A logística no Brasil
No Brasil, a demanda por serviços de logística cresce exponencialmente, cerca de três vezes superior ao Produto Interno Bruto (PIB). O mercado, que hoje se estima em US$ 300 bilhões, deve dobrar em 5 anos. É evidente que o setor passa por uma fase de consolidação.
Entretanto, este é um cenário recente. O marco zero da logística brasileira foi a estabilização econômica produzida pelo Real e a expansão do comércio internacional. Com a inflação, que incentivava a prática especulativa no processo de compras e impossibilitava a integração na cadeia de suprimentos, sob controle, a ordem foi buscar eficiência logística. Esse, certamente, foi um vetor de grande mudança.
Também a tecnologia foi imprescindível neste processo. A expansão de conceitos como Supply Chain Management e o uso de sistemas de gestão como WMS (Warehouse Management System ou Sistema de Gerenciamento de Armazéns), TMS (Warehouse Management Transportation ou Sistema de Gerenciamento de Transportes) e ERP (Enterprise Resource Planning ou SIGE – na sigla brasileira – Sistema Integrado de Gestão Empresarial) foram fundamentais para subsidiar o desenvolvimento logístico dentro de parâmetros mundiais.
E, ao passo que a operação logística se desenvolvia, nos últimos anos a economia do país registrou índices históricos de crescimento, resultando na fórmula ideal para aquecer o mercado interno e colocar o Brasil no rol de um dos maiores exportadores mundiais. Essa nova realidade competitiva tornou vital para os negócios investir em logística. No entanto, esta é uma área para a qual o país nunca havia se preparado adequadamente, tanto em relação à infraestrutura como em relação às práticas empresariais.
No que tange aos aspectos estruturais, o Brasil tem grandes desafios pela frente. Os principais entraves para a logística brasileira estão hoje na matriz de transporte, que é excessivamente concentrada no modal rodoviário, correspondendo por 60% do total de cargas movimentadas no país. A malha de rodovias nacional tem uma extensão total de 1,6 milhões de quilômetros. Destes, cerca de 200 mil (12%) são estradas pavimentadas. A Pesquisa Rodoviária 2007, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), avaliou 87.592 quilômetros de rodovias e constatou que 73,9% apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou geometria da via, o que compromete a qualidade e a segurança do fluxo de cargas e pessoas, restringe a interação com os demais modais e gera elevados custos em razão de problemas mecânicos nos veículos de carga.
Já o modal ferroviário corresponde por volta de 20% do transporte de cargas no país. E, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cerca de metade da carga transportada é de minérios. O restante é composto, em geral, por produtos siderúrgicos.
Quanto ao modal hidroviário, é pouco expressivo, apesar de ser, segundo parâmetros mundiais, o modal que proporciona menor custo de frete. A Hidrovia Paraná – Tietê, por exemplo, transporta cerca de 2 milhões de toneladas para uma capacidade de 20 milhões de toneladas. Além disso, os portos nacionais também possuem problemas estruturais graves. Em uma década, o volume de carga movimentada aumentou 75% e deve ultrapassar 1 bilhão de toneladas até 2014, segundo a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). Contudo, os portos brasileiros já operam no limite. É evidente que o país precisa de um plano emergencial logístico para vencer os gargalos da infraestrutura. E, embora os recursos públicos tenham se intensificado, serão insuficientes para evitar um estrangulamento nos próximos anos, sendo vital a ampliação do capital privado.
E não há dúvida do interesse dos investidores. O setor será um bom negócio nos próximos anos e continuará rendendo lucros enquanto a economia continuar aquecida. A participação de entidades financeiras, entre elas a indústria do private equity, está evoluindo a passos largos no segmento.
No Brasil, ainda existe um enorme potencial a ser explorado. Apenas cerca de 5% das empresas tratam a logística com a importância devida, seja por meio de um departamento interno ou da contratação de um operador. No Japão e na Europa este índice é de 30%, e, nos EUA, de 25%. Nesse sentido, já no que diz respeito às práticas empresariais, as fusões e aquisições serão fundamentais para conquistar e manter mercado. A logística exige alto grau de especialização e grande poder de investimento para aguardar retornos financeiros que podem levar até 20 anos. Uma conta em que tamanho é diferencial.
Será necessário também investir em recursos humanos. Isso porque, em um mercado cada vez mais competitivo e exigente, a qualificação será o grande vetor para a eficiência. A rápida expansão do setor revela uma grande carência de especialização. Por isso, nos próximos 10 anos, o requisito básico para a logística do país é o core competence.
É importante ressaltar que diversos esforços de diferentes esferas, sejam estatais ou privadas, convergem para solucionar os entraves do setor. Mas há um longo caminho a ser percorrido.
O Brasil vive um momento promissor e a consolidação dos processos logísticos será essencial para subsidiar seu crescimento. Não há desenvolvimento econômico sem uma eficiente atividade e estrutura logística.
É fato que a dimensão continental brasileira por si só é um desafio. Por isso, será preciso redescobrir a infraestrutura e pavimentar o futuro de um país que, ao que tudo indica, será a quarta maior economia global.
Antonio Wrobleski Filho
Presidente do Instituto Logweb de Logística e Supply Chain e da AWRO Associados Logística
Contribuição: prof. Edmundo Schroeder
quinta-feira, 31 de março de 2011
Gestão ou Administração: qual é a diferença?
Por Stephen Kanitz
Administradores invariavelmente usam o termo Administração, e não Gestão. Afinal, ninguém estuda quatro anos ou mais, segue os princípios éticos e o juramento da profissão, para jogar fora o termo tão duramente conquistado.
Gestão normalmente é usado por aqueles que não são formados, e pior, que não acreditam que Administração acrescente muito valor à sociedade. Acreditam na auto-gestão, como o Prof. Paul Singer. em documento oficial do governo brasileiro. Muito triste.
Gestão não vem de Gerar ou Gestação. Administrar não é levar a termo nove meses um projeto, como muitos acreditam. Gestão vem de Gesto, Gesticulação.
Gestores eram aqueles que gesticulavam, que apontavam com o dedo indicador onde o carregamento de alimentos deveria ser deixado ou estocado. "Coloque este fardo aqui." "Coloque este outro ali."
Lembre-se que administrar, controlar e cuidar dos estoques estratégicos de comida era uma das primeiras funções administrativas da humanidade. Os "Gestores" indicavam onde os escravos deveriam colocar os fardos que estavam entregando.
Gestores ainda usam termos como "indicadores" de produção, "apontar" uma solução, "apontamentos" de uma reunião, remanescentes da época em que administrar era basicamente apontar com o indicador a direção a seguir.
"Contratos de Gestão", técnica que gestores adoram, são apontamentos escritos em contrato, onde "indicadores" de desempenho são previamente acordados pelo "dirigente".
Apontam com o indicador o que querem que seja cumprido.
Isto não é Administração do Século XXI, isto é gestão do Século XVI que ainda usamos nas empresas estatais e empresas de gestão familiar. 500 anos de atraso administrativo. Se você usa ainda o termo Gestão, cuidado.Você está mostrando para todo mundo que acredita que administrar é dar ordens para subordinados onde colocar isto e onde colocar aquilo.
Mas administração moderna é muito mais do que isto, nem preciso relembrar.
Portanto, preste atenção quem são aqueles que ainda usam o termo Gestão. E reze.
Contribuição para o Blog dos Técnicos: Prof. Patrícia Sarli
quarta-feira, 30 de março de 2011
Depressão pós-férias: existe?
SAÚDE E BEM-ESTAR
Saiba o que é e como tratar a depressão pós-férias, síndrome crônica que atinge cerca de cinco milhões de brasileiros todos os anos
Dicas para superar o problema
• Não adie suas férias. Quem não consegue se desligar do trabalho por uma ou duas semanas pode desencadear sérias doenças no futuro.
• Organize uma lista de pendências junto a seu chefe e deixe alguém de confiança encarregado de manter tudo em ordem enquanto você está fora.
• Mantenha o celular desligado.
• Procure voltar ao trabalho com as próximas férias previamente planejadas.
• Fracione o período de descanso.
• Pratique esportes ou faça algum tipo de atividade física.
• Procure voltar a seguir a antiga rotina alguns dias antes de retornar ao trabalho.
• Estabeleça prioridades e metas em longo prazo. Descubra o que é importante para você.
Você sabe o que dizem: o ano só começa pra valer depois do carnaval. É hora de deixar para trás a moleza das férias e do feriadão, arregaçar as mangas e voltar ao trabalho com as energias devidamente recarregadas. Mas saiba que nem sempre é isso que acontece. Um estudo realizado pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), instituição especializada em investigação e gerenciamento do estresse, mostra que 23% dos brasileiros sofrem de depressão pós-férias. Esse percentual representa cerca de cinco milhões de pessoas.
Dores no corpo, cansaço, problemas na concentração e falta ou excesso de apetite são os sintomas mais comuns do problema, que atinge principalmente os profissionais das áreas de saúde, finanças e informática. E atenção: se os sinais da síndrome persistirem por mais de 14 dias, talvez seja hora de procurar tratamento médico.
Anderson Cavalcante, administrador e consultor de empresas, explica que a depressão pós-férias aparece frente a adversidades e insatisfações crônicas. “As pessoas trabalham no piloto automático. Na hora de parar para respirar e relaxar, é natural que tenham sentimentos controversos em relação àquilo que fazem”, destaca. “A falta de perspectivas quanto à ascensão profissional contribui para um quadro ainda mais severo do problema. Eventuais conflitos com colegas de trabalho também pioram a situação”, complementa.
ENTENDA A DOENÇA
A depressão pós-férias é comumente diagnosticada em funcionários que estão há muito tempo trabalhando na mesma empresa. Números comprovam que 89% dos brasileiros que sofrem desse mal apresentam sentimentos de angústia, enquanto 61% dizem sentir raiva. Entre os comportamentos mais comuns, o uso de medicamentos e drogas, o consumo de bebidas alcoólicas e comidas calóricas e o tabagismo ocupam o topo da lista.
Cavalcante diz que um dos principais fatores que desencadeiam a depressão pós-férias é a desconexão do profissional consigo mesmo. “Quando isso acontece, é necessário parar e refletir sobre o que realmente importa para você. É preciso descobrir qual é a sua missão no mundo e saber o que você deseja realizar e conquistar. Estabeleça prioridades e metas em longo prazo”, aconselha.
Para fugir da rotina e se desligar das atribulações diárias, especialistas recomendam hobbies que proporcionem bem-estar fora do ambiente profissional. Caminhadas, passeios de bicicleta ou algum tipo de trabalho voluntário são atividades que podem ajudar a superar o problema. “Outra sugestão é voltar a seguir a antiga rotina alguns dias antes de retornar ao trabalho”, diz Cavalcante. “Dormir, acordar e se alimentar nos horários certos condiciona o cérebro e diminui o impacto do fim das férias”, explica.
DÊ A VOLTA POR CIMA
O medo de ficar fora da empresa por um determinado período de tempo e ser substituído por outra pessoa é um fator que faz com que muitos profissionais adiem suas férias e se dediquem fervorosamente ao trabalho. Não há mais tempo para o almoço com os amigos, o happy-hour das sextas-feiras, o fim de semana longe da cidade ou o jogo de futebol do filho caçula. A energia se esgota, a produção diminui e o estresse só faz aumentar. Resultado: o desânimo e a preguiça tomam o lugar da disposição e o que antes era uma atividade prazerosa se transforma em uma penosa obrigação.
Funcionários que têm tempo para a boa e velha diversão em família se sentem bem consigo mesmos e, consequentemente, com seu ambiente de trabalho. A capacidade de administrar os dias e fazer com que todos os compromissos sejam devidamente cumpridos é o segredo para um bom rendimento profissional. “Adiar as férias é algo muito perigoso. Quem não consegue se desconectar do escritório por uma ou duas semanas pode, sim, desencadear sérios problemas de saúde no futuro”, destaca Cavalcante. “Para conseguir superar esse tipo de obsessão, organize uma lista de pendências junto a seu chefe. Deixe alguém encarregado de cumprir suas tarefas e tente manter o celular desligado durante as férias. Desse jeito, quando retornar às obrigações diárias, você não se sentirá mal por ter deixado alguma coisa incompleta”, explica.
Outra dica para espantar a depressão é voltar ao trabalho com as próximas férias já planejadas. “Fracionar o período de descanso também é uma ótima ideia. Quem sai de férias apenas uma vez por ano sabe que os meses se arrastam até a próxima data. Assim, é interessante tirar dez dias para descansar e depois, no meio do ano, tirar mais dez dias”, destaca Cavalcante.
Exercícios físicos também são uma ótima pedida. Quando nos movimentamos e gastamos energia nosso corpo libera endorfinas, substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células. A endorfina proporciona sensações de relaxamento, prazer, euforia e bem-estar. O hormônio também melhora o estado de espírito, aumenta a disposição física e mental, alivia as dores e melhora a concentração. Por isso, praticar esportes ou dedicar pelo menos duas horas de seu dia a algum tipo de atividade física é essencial para manter-se são e bem-disposto. Os resultados serão visíveis: sua produtividade aumentará, seus relacionamentos profissionais se estreitarão e, no fim do dia, a depressão pós-férias se tornará uma realidade distante.
Por Camila Iara
Fonte: http://www.noticenter.com.br/noticia/?COD_NOTICIA=14283
Publicada em 23/03/11Fonte: http://www.noticenter.com.br/noticia/?COD_NOTICIA=14283
Contribuição: prof. Patrícia
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